terça-feira, 6 de dezembro de 2011

...........De Volta ao Lar

Sob a lua,
num profundo e frio abismo,
vago, cego como morcegos,
voo em busca da liberdade.
O tempo passa,
mas a noite contínua e uniforme,
castiga meus olhos
e mantém minha mente obscura.

Lágrimas se vão sem que eu perceba.

Não vejo por onde passo,
mas sinto o brilho dos seus olhos,
que me guiam para a eternidade.
Me perco dentre toda a escuridão,
sinto o calor da terra,
o ardor do ar
e seu cheiro se confunde
junto á todos os elementos,
demonstrando toda a sua totalidade.
Seu cosmos me eleva
e todos os anjos me saúdam
ainda não vejo,
mas sinto um manto estelar,
que recobre minha nudez de espirito
e sobre todos os seres,
eu me confundo,
e demonstro toda a minha igualidade
tão real quanto a sua superioridade.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Então...cadente estrela,
chegou sorrindo até mim,
sorridente fico ao vê-la,
me desperta amor sem fim.

O que eu senti? 
não sei dizer,
mobilizou meu coração, 
entre os labios exibe um sorriso,
puro gosto de paixão.

Timida por natureza.
No silêncio irradia magia.
me traz paz em meio a tristeza.
nos olhos, eterna harmonia.

Presente à minha vida!
tal qual nunca imaginei.
seu corpo ...
(minha eterna utopia)
em meus braços eu sonhei!

Não há romance, nem mesmo divino.
que retrate amor sem fim,
espero eu, ainda vivo.
demonstrar o que senti.
perpetuando eternamente
o amor que encontro em ti.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Insônia...

Me diga,
Convença-me que existo
Não há rastro das minhas pegadas
Eu não reflito, nem me converto em sombra
Não há sentimentos em mim
Além das palavras nada me resta
Não há sonhos em meus olhos
Nem liberdade na minha alma
(se é que a tenho)
Não sirvo para escravo
Apenas transporto um corpo vazio
Cego
Surdo
Mudo
Insensível
Insípido e inodoro
Que vegeta durante os anos que seguem.
Diga-me
O teor da realidade dos filmes
A graça que tem as comédias
Eu não vivo entre os deuses
Não como do seu pão
Nem tomo do seu vinho
Não vivo em pecados
Mais estou condenado ao cotidiano
Sem mudanças, sem novidades
Tão insensível quanto meu corpo
Convença-me e talvez
Eu consiga dormir.